O Limiar Eterno
No presente fugaz que se
esvai,
onde o agora pulsa
incerto,
e a sombra do futuro se
estende,
há a consciência de um
ciclo iminente.
Agora,
a urgência do instante,
a dança da vida que se
manifesta,
o sopro que nos anima
em meio à jornada.
E na hora da nossa morte,
o instante derradeiro,
o portal desconhecido,
o silêncio que precede o
além,
o desapego do que foi.
Não o medo que paralisa,
mas a aceitação serena do
fim,
a entrega confiante ao
mistério
que nos aguarda.
Amém,
o selo da fé,
a concordância do
espírito,
a certeza de um propósito
maior
que transcende a
existência terrena.
Um ciclo que se completa,
uma jornada que se
encerra,
a promessa de um novo
começo
na eternidade que nos
acolhe.

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