Santa Maria, mãe de Deus
O Refúgio Materno
No fluxo incessante dos
dias,
onde as sombras se alongam
e a busca se intensifica,
há um nome que ressoa
como um acalanto
ancestral.
Santa Maria,
não a rigidez dos altares
frios,
mas o calor do colo,
o olhar que compreende
a fragilidade humana.
Mãe de Deus,
mistério insondável,
elo entre o divino e o
terreno,
o ventre que acolheu a
luz,
o coração que irradia
amor.
Não a distância venerável,
mas a proximidade da irmã,
da amiga, do conforto,
o silêncio que escuta a
prece
antes mesmo de ser
proferida.
É o porto seguro na
tormenta,
a mão que se estende no
vazio,
a certeza de um amparo
que transcende a lógica.
Um suspiro que se eleva,
uma confiança que se
entrega,
a consciência de uma
presença
que nos envolve e nos
guarda.

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