terça-feira, 10 de junho de 2025

AVE MARIA, CHEIA DE GRAÇA

 


Ave, Maria, cheia de graça

 

Que as palavras se deitem no silêncio,

onde a graça se derrama,

não em cascatas, mas em orvalho

sobre a alma que se inclina.

 

Maria,

um nome sussurrado,

um eco de luz

no azul profundo.

 

Não há rima para a plenitude,

nem métrica que contenha

a imensidão do ser

cheio de graça.

 

É um cântico que transcende o som,

uma presença que preenche o ar,

o toque suave da eternidade

em cada inspiração.

O SENHOR É CONVOSCO

 


O Senhor é convosco

 

 

Na tessitura dos dias,

onde o sol encontra a sombra,

e o silêncio se faz presença,

uma voz ecoa, não em som, mas em essência:

 

O Senhor

não um eco distante,

mas o fio invisível

que tece o amanhecer,

a luz que persiste

na noite mais densa.

 

É convosco,

não em um altar de pedra,

mas no pulsar da vida,

no abraço que acalma,

na lágrima que liberta.

 

Uma presença que não se nomeia,

mas se sente,

na respiração que une,

no olhar que compreende,

no chão que nos sustenta.

 

Em cada passo, em cada pausa,

a certeza que floresce

além da palavra,

além do tempo.

BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES

 


Bendita sois vós entre as mulheres

 

Nas linhas do tempo,

onde a força se dobra

e a graça se revela,

uma voz se ergue, serena e profunda.

 

Bendita,

não por decreto ou lamento,

mas pela essência que irradia,

o brilho que se acende

no centro do ser.

 

Sois vós,

em meio ao murmúrio,

ao riso, à dor,

a calma que floresce,

a raiz que sustenta.

 

Entre as mulheres,

em um jardim de vozes,

de destinos entrelaçados,

a sua luz se distingue,

não para ofuscar, mas para iluminar.

 

Uma melodia que não se ouve,

mas se sente,

na resiliência que inspira,

na compaixão que acolhe,

no amor que transcende.

 

No tecer da vida,

a sua presença é um verso,

um cântico sem rima,

que ressoa na eternidade.

BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE, JESUS

 


Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus

 

 

O Fruto Sagrado

No silêncio que precede o milagre,

onde o tempo se curva e a eternidade se encontra,

há um eco que ressoa, suave e profundo.

 

Bendito é o pulsar,

a vida que se forma,

a promessa que floresce

na mais pura entrega.

 

O fruto do vosso ventre,

não apenas carne e osso,

mas a essência que transcende,

o amor que se faz presença.

 

Jesus,

um nome que se eleva,

não em glória terrena,

mas na luz que habita o âmago,

na compaixão que abraça o mundo.

 

É a esperança que brota,

a fé que sustenta,

o caminho que se revela

em cada respiração.

 

Um cântico sem melodia,

uma oração sem palavras,

a plenitude que se manifesta

no mais singelo toque.

SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

 



 Santa Maria, mãe de Deus

 




O Refúgio Materno

No fluxo incessante dos dias,

onde as sombras se alongam

e a busca se intensifica,

há um nome que ressoa

como um acalanto ancestral.

 

Santa Maria,

não a rigidez dos altares frios,

mas o calor do colo,

o olhar que compreende

a fragilidade humana.

 

Mãe de Deus,

mistério insondável,

elo entre o divino e o terreno,

o ventre que acolheu a luz,

o coração que irradia amor.

 

Não a distância venerável,

mas a proximidade da irmã,

da amiga, do conforto,

o silêncio que escuta a prece

antes mesmo de ser proferida.

 

É o porto seguro na tormenta,

a mão que se estende no vazio,

a certeza de um amparo

que transcende a lógica.

 

Um suspiro que se eleva,

uma confiança que se entrega,

a consciência de uma presença

que nos envolve e nos guarda.

ROGAI POR NÓS, PECADORES

 

Rogai por nós, pecadores

  

A Voz da Intercessão

No murmúrio da existência,

onde a imperfeição nos cerca

e a verdade se esconde em véus,

há um clamor que ascende, humilde e sincero.

 

Rogai por nós,

não por mérito ou pureza,

mas pela carência que nos habita,

pela busca incessante de luz

em meio à penumbra.

 

Pecadores,

na complexidade dos nossos passos,

nas escolhas que nos desviam,

no emaranhado de falhas

que tecem a nossa jornada.

 

Não a culpa que esmaga,

mas a consciência que amadurece,

o anseio por um sopro de graça

que nos eleve e nos restaure.

 

É a súplica que se faz ponte,

a intercessão que nos alcança,

a esperança de um olhar compassivo

que transcende o julgamento.

 

Um silêncio que se transforma em prece,

uma vulnerabilidade que se entrega,

a certeza de que, na vastidão,

não estamos sós.

AGORA E NA HORA DA NOSSA MORTE, AMÉM;

 

 


O Limiar Eterno

No presente fugaz que se esvai,

onde o agora pulsa incerto,

e a sombra do futuro se estende,

há a consciência de um ciclo iminente.

 

Agora,

a urgência do instante,

a dança da vida que se manifesta,

o sopro que nos anima

em meio à jornada.

 

E na hora da nossa morte,

o instante derradeiro,

o portal desconhecido,

o silêncio que precede o além,

o desapego do que foi.

 

Não o medo que paralisa,

mas a aceitação serena do fim,

a entrega confiante ao mistério

que nos aguarda.

 

Amém,

o selo da fé,

a concordância do espírito,

a certeza de um propósito maior

que transcende a existência terrena.

 

Um ciclo que se completa,

uma jornada que se encerra,

a promessa de um novo começo

na eternidade que nos acolhe.

IN DEO

  In Deo ( só em Deus repousa o coração ) Verso 1 Só em Ti, Senhor, cala-se o tumulto, só em Ti, as perguntas vão embora, e o que restou, é ...